Marketing e mercado
Rock in Rio 2026 lotou de patrocinador antes de lotar de gente
Foram 12 marcas em 2024. Agora são 40 empresas dividindo o mesmo palco.
30 de julho de 2026
O Rock in Rio 2026 chegou a 14 marcas patrocinadoras, mais 26 apoiadoras: 40 empresas ao todo, contra 12 patrocinadoras em 2024. Tem de tudo, do banco de sempre (Itaú, patrocinador master) à cerveja oficial (Heineken), passando por uma categoria que nem existia nas primeiras edições: aposta esportiva (Superbet).
A conta fecha na casa do bilhão: R$ 500 milhões só de estrutura do festival, mais outros R$ 500 milhões que as próprias marcas investem em ação de marketing por conta própria. O impacto projetado na economia do Rio de Janeiro é de R$ 3,3 bilhões.
"Quando o festival é grande e entrega valor pras marcas, isso beneficia o festival. E o que beneficia o festival beneficia as marcas", resume Renata Guaraná, da Rock World.
Por que isso importa pra quem faz marketing
Sair de 12 para 40 marcas envolvidas muda a natureza do patrocínio. Com esse número, a disputa deixa de ser por presença e passa a ser por lembrança: estar lá deixou de diferenciar, porque todo mundo está. O que diferencia é ser a marca que a pessoa lembra ter encontrado no festival.
A lição vale pra qualquer evento lotado de patrocinador, inclusive feira de setor. Antes de fechar cota, a pergunta útil é quantas outras marcas vão estar e o que a sua faz que as pessoas levariam pra casa. Sem resposta pra isso, a cota compra logo em painel e pouco mais.
O número de R$ 3,3 bilhões de impacto na economia também merece leitura crítica. Impacto econômico projetado é estimativa de organizador, útil pra negociação com poder público e pouco relacionado ao retorno individual de cada patrocinador.
Fonte: Rock World, via @marketingamesorg.
Ler o patrocínio por trás de um evento gigante também é treino de marketing. O Cluster, jogo diário do site, tem grupos assim quase toda semana: 16 termos, 4 grupos escondidos, sem cadastro.
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