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Fidelização

O programa de milhas não nasceu pra te dar prêmio

A American já sabia quem voava pelo sistema de reservas. O pulo foi contar milha em vez de viagem.

1 de outubro de 2026

O programa de milhas não nasceu pra te dar prêmio.

Antes dele, fidelidade era selo de papel. Você comprava, ganhava selinho, colava numa caderneta e trocava por um liquidificador. Funcionava, só que a loja não sabia quem era você: sabia que alguém colou selo.

1º de maio de 1981. A American Airlines lança o AAdvantage.

E aqui está o pulo. Ela não precisou pedir cadastro pra ninguém: o sistema de reservas dela já sabia quem voava, quanto e pra onde. Então pegou os mais frequentes e convidou. O programa começou só por convite.

E mudou a unidade de conta: em vez de contar viagens, passou a contar milhas.

Parece detalhe. Não é. Contar viagem trata todo cliente igual. Contar milha separa quem voa até a cidade vizinha de quem cruza o Atlântico. A fidelidade deixou de ser prêmio e virou medida.

Por isso programa de pontos que não muda o que você sabe do cliente é só desconto parcelado.

Antes de criar um clube, pergunte o que você vai aprender com ele.

Fontes: Placa dos S&H Green Stamps por The Bushranger, CC BY-SA 4.0. Boeing 727 da American por Aero Icarus, CC BY-SA 2.0. Publicado como reel em @marketingamesorg.

E por falar em aprender: aqui a gente aprende marketing brincando. Três emojis, uma palavra. Cartão, estrela e setas girando.

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