O que faz o público notar uma marca no festival
A Kantar Brasil ouviu 600 pessoas de 18 a 75 anos, das classes ABC, em julho de 2026, para o estudo Music Festival BrandEvaluator. A primeira pergunta foi direta: o que mais chama atenção numa marca patrocinadora de festival? A resposta mais votada foi o brinde, com 36%. Copo, chaveiro, amostra grátis: é o que enche a fila do estande e garante engajamento na hora.
A segunda pergunta muda a resposta
A pesquisa não parou na primeira pergunta. Uma segunda trocou "o que chama atenção" por "o que faz a marca se destacar de verdade", e o resultado virou de cabeça pra baixo: o brinde caiu pro segundo lugar. Quem ganhou foi momento divertido e memorável, com 46%. Depois vêm facilitar a experiência (26%), inovação e tecnologia (22%) e aproximar do artista (20%).
Fila não é a mesma coisa que lembrança
O que a pesquisa separou, sem usar esses termos, é a diferença entre dois momentos: o que leva a pessoa até o estande, e o que sobra depois que o festival termina. Brinde compra fila, e fila é ótima pra foto do relatório de ativação e péssima pra memória: a pessoa lembra do copo, raramente lembra de quem deu o copo. Experiência memorável custa mais e demora mais pra planejar, mas é a única das duas que ainda existe na segunda-feira.
O nome técnico disso é recall
Lembrar de uma marca depois, com uma pista (uma foto, uma pergunta, um contexto), tem nome em marketing: recall. É uma métrica diferente de fluxo de estande, e não aparece sozinha em relatório nenhum de "quantas pessoas passaram pelo espaço". Quando o único número que uma ativação mede é fluxo, ela está medindo a fila, e a fila vai embora junto com o público no fim do dia. O que a marca queria comprar, na maioria dos casos, era lembrança.