A Vivo fez o clipe que a Legião Urbana nunca fez.
Eduardo e Mônica é de 1986: quatro minutos e meio contando a vida inteira de um casal. E a música nunca teve clipe.
Em 2011, a Vivo resolveu fazer um. Quatro minutos e meio de filme, dirigido por Nando Olival.
E aqui está a decisão que interessa: a marca não mudou uma palavra da letra. Não encurtou pra caber em trinta segundos. Não regravou com outra voz. Filmou exatamente o que a música já dizia.
Resultado: quase três milhões de visualizações e o assunto no topo dos trending topics por dias.
Repare no que a marca ganhou ali. Ela não pediu atenção: entregou uma coisa que as pessoas já queriam e nunca tinham tido. A marca terminou uma coisa que estava pela metade.
E isso é diferente de usar música em comercial. Usar é pegar emprestado. Completar é devolver alguma coisa.
Antes de licenciar uma música, pergunte o que falta nela que você pode terminar.