Antes de 1877, comida não tinha marca. Tinha barril.
Aveia, biscoito, farinha: tudo vinha em barril na mercearia. O dono da loja pegava com a pá e enchia o saco de papel. Quem você confiava era o dono da loja, não quem fez a comida.
Aí o dono de um moinho americano fez três coisas de uma vez. Pôs a aveia num pacote de papel fechado, desenhou um personagem quacre na frente e imprimiu o modo de preparo na própria embalagem.
Em 1877 aquilo virou a primeira marca registrada de um cereal.
Repare no que a embalagem fez ali. Ela não estava protegendo a aveia. Ela mudou de quem era a confiança: saiu do vendedor e foi pra quem fabricou.
Isso é uma marca. O resto é decoração.
Por isso embalagem que só embeleza desperdiça o único lugar em que a pessoa está com o produto na mão.