O primeiro influenciador da história foi uma rainha, em 1765.
Inglaterra, século 18. Um oleiro queria vender louça. Naquele tempo, louça boa era coisa de nobre: quem fabricava, fabricava pra nobre.
Aí a rainha Charlotte abriu uma disputa, queria um jogo de chá novo. Josiah Wedgwood ganhou. E ganhou junto um título: oleiro de Sua Majestade.
Aqui vem a jogada. Ele não pôs o título só na placa da loja. Ele batizou a linha inteira de Queen's Ware, a louça da rainha.
Ou seja: transformou o endosso em nome de produto. Cada venda passou a carregar a recomendação sozinha, sem ele precisar repetir nada. E ele vendia pelo dobro do preço médio.
É isso que separa influência de anúncio pago. Anúncio acaba quando o dinheiro acaba. Influência que virou parte do produto continua trabalhando sozinha.
Antes de pagar por um post, pergunte o que sobra depois que ele sai do ar. No caso dele, sobrou o nome.