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Influência

O primeiro influenciador da história foi uma rainha, em 1765

Wedgwood não pôs o título de oleiro real só na placa da loja. Ele batizou a linha inteira de louça da rainha.

28 de setembro de 2026

O primeiro influenciador da história foi uma rainha, em 1765.

Inglaterra, século 18. Um oleiro queria vender louça. Naquele tempo, louça boa era coisa de nobre: quem fabricava, fabricava pra nobre.

Aí a rainha Charlotte abriu uma disputa, queria um jogo de chá novo. Josiah Wedgwood ganhou. E ganhou junto um título: oleiro de Sua Majestade.

Aqui vem a jogada. Ele não pôs o título só na placa da loja. Ele batizou a linha inteira de Queen's Ware, a louça da rainha.

Ou seja: transformou o endosso em nome de produto. Cada venda passou a carregar a recomendação sozinha, sem ele precisar repetir nada. E ele vendia pelo dobro do preço médio.

É isso que separa influência de anúncio pago. Anúncio acaba quando o dinheiro acaba. Influência que virou parte do produto continua trabalhando sozinha.

Antes de pagar por um post, pergunte o que sobra depois que ele sai do ar. No caso dele, sobrou o nome.

Fontes: Retrato da rainha Charlotte por Allan Ramsay, domínio público. Peça de creamware Wedgwood, Rijksmuseum, CC0. Publicado como reel em @marketingamesorg.

E por falar em nome: aqui a gente aprende marketing adivinhando palavra. No Emojicode, três emojis viram uma palavra. Estrela, celular e câmera.

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