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Música e marketing

Zeca Pagodinho trocou de cerveja no meio do contrato

A Nova Schin cortou pela metade a distância pra Brahma. Aí a Brahma trouxe o Zeca de volta, e virou processo.

21 de setembro de 2026

Ele era o rosto de uma cerveja. Aí apareceu na TV bebendo a outra.

Setembro de 2003: a Nova Schin contrata Zeca Pagodinho. O contrato valia cerca de R$ 1 milhão e ia até setembro do ano seguinte. A campanha tinha uma palavra só, experimenta. E funcionou: a marca virou a terceira do país e cortou pela metade a distância pra Brahma, de dez pontos pra cinco.

Aí, em março de 2004, a Brahma solta um comercial surpresa. Com o mesmo Zeca. Cantando: fui provar outro sabor, eu sei, mas não largo meu amor, voltei.

O contrato com a Nova Schin ainda estava valendo. O CONAR mandou tirar do ar por unanimidade, e a justiça condenou a agência da Brahma a pagar R$ 500 mil pra agência do outro lado.

Ninguém comprou o Zeca. Compraram a memória que ele já era. Contrato protege o prazo, não protege o sentido.

Antes de comprar um rosto, pergunte o que sobra da sua marca quando ele for embora.

Fontes: Trechos dos comerciais originais da Nova Schin (2003) e da Brahma (2004). Publicado como reel em @marketingamesorg.

E por falar em memória: o Trechinho toca meio segundo de música e pede que você lembre qual é. Deixa a Vida Me Levar, do mesmo Zeca, está lá dentro.

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