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Retargeting ou Remarketing

Qual a diferença

Na prática do mercado brasileiro os dois nomes significam a mesma coisa e ninguém vai corrigir você. A distinção é histórica: retargeting nasceu descrevendo anúncio de display baseado em cookie, e remarketing foi o rótulo do Google para o mesmo recurso, acabando por incluir também campanha por lista de e-mail.

Retargeting

O que éRetargeting é anunciar para quem já teve contato com você: visitou o site, viu um vídeo, colocou no carrinho. É a mídia de menor custo por conversão, porque fala com quem já demonstrou interesse.

Quando usarQuando você fala de anúncio para quem navegou no site ou no app, que é o uso mais restrito e mais antigo do termo.

O erro mais comumTratar quem visitou como quem quase comprou. Boa parte do público de retargeting entrou por engano ou por curiosidade. Sem separar quem chegou ao carrinho de quem só viu a home, você paga caro pra insistir com gente que nunca esteve perto de comprar.

Remarketing

O que éRemarketing é voltar a falar com quem já teve contato com a marca, exibindo anúncio para uma lista de pessoas que visitaram o site, usaram o app ou deixaram e-mail.

Quando usarQuando o público inclui lista própria, como cadastro de e-mail, e não só quem passou pelo site. É também o nome que a interface do Google usa.

O erro mais comumLer o resultado do remarketing como mérito da campanha. Boa parte dessas pessoas ia comprar de qualquer forma, e o anúncio só apareceu no caminho. O número que importa é o incremento, medido com um grupo que não recebe anúncio, e quase ninguém mede porque o resultado costuma ser bem menos bonito que o do relatório.

Um caso de cada

Retargeting. Uma loja de móveis rodava retargeting mostrando o mesmo sofá por trinta dias pra quem já tinha comprado, porque a lista não excluía compradores. Além de queimar verba, gerava reclamação no direct. Ao cortar a janela pra sete dias e excluir quem comprou, o custo por venda caiu sem tirar um real do orçamento.

Remarketing. Uma loja de móveis colocava metade da verba em remarketing porque o ROAS daquele público era três vezes maior que o das campanhas de aquisição. Ao pausar as campanhas de topo por um mês para testar, o ROAS do remarketing caiu junto: a lista havia parado de receber gente nova. O público barato existia porque alguém pagava caro para alimentá-lo.

Perguntas frequentes

Se é a mesma coisa, por que saber a diferença?
Porque a origem explica um limite prático. O que dependia de cookie de terceiro perdeu alcance, e o que parte da sua própria lista não perdeu. Saber de onde o público vem é mais útil que acertar o nome.
O resultado desse público é confiável?
Com ressalva. Boa parte dessas pessoas ia comprar de qualquer forma, e o anúncio só apareceu no caminho, então o retorno aparece inflado. O número honesto é o incremento, medido contra um grupo que não recebe anúncio.