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Produção de um artigo
O que é
Produção de um artigo é o caminho de uma ideia até um texto publicado. Vale para blog de empresa, newsletter e material de marca, e o processo é o mesmo do jornalismo, com um objetivo diferente no fim.
A sequência é pauta, apuração, rascunho, edição e publicação. Cinco etapas, e uma delas é a que separa artigo de opinião reciclada.
Por que a ordem é essa
A apuração é a etapa que separa artigo de opinião reciclada, e é a primeira a cair quando o prazo aperta. Sem ela, o texto é escrito com o que o autor já sabia, o que na prática significa reunir o que outros textos já disseram. O resultado é correto, genérico e indistinguível: é o material que existe em vinte sites e não é citado por nenhum.
Apurar não exige entrevistar ministro. Em conteúdo de empresa, apuração é olhar o dado que você tem e ninguém mais tem, conversar com quem atende o cliente, buscar a fonte primária de uma estatística que todo mundo repete de segunda mão. Uma única informação de primeira mão muda o artigo de categoria.
A edição vem depois do rascunho e é a etapa que a maioria pula em nome da velocidade. Ela não é revisão de vírgula: é cortar, reordenar e checar se a promessa do título é cumprida no texto.
Etapa por etapa
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Pauta
O que o artigo vai responder e para quem, incluindo por que agora. Pauta boa cabe numa pergunta.
Se sair do lugar: Tema sem pergunta gera texto panorâmico, que é o formato que ninguém lê até o fim.
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Apuração
Buscar o que você ainda não sabe: dado próprio, fonte primária, conversa com quem vive o assunto.
Se sair do lugar: Pular a apuração produz o texto que já existe em outros sites, sem motivo para ser preferido.
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Rascunho
Escrever inteiro sem revisar, do começo ao fim, para descobrir a estrutura que o assunto pede.
Se sair do lugar: Editar enquanto escreve trava o texto no primeiro parágrafo e consome o tempo da apuração.
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Edição
Cortar o que não sustenta a pergunta, reordenar, checar dado e fonte, e conferir se o título entrega o que promete.
Se sair do lugar: Sem edição, o artigo sai com o melhor argumento no meio e a conclusão no lugar da introdução.
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Publicação
Título, resumo, imagem, marcação para busca e distribuição. E a data de revisão futura, quando o conteúdo é perene.
Se sair do lugar: Publicar e nunca revisitar deixa conteúdo perene envelhecer com dado velho, e ele continua sendo o que traz visita.
O texto que existe porque o calendário pedia
Calendário editorial preenchido é bom para ritmo e péssimo como razão de existir. Quando o único motivo do artigo é que quarta-feira precisa de post, a pauta é escolhida pelo que é fácil de escrever, a apuração não acontece e o texto nasce genérico. Publicar isso não é neutro: consome o tempo da equipe e ainda dilui a média de qualidade do site.
A troca que costuma funcionar é reduzir a frequência e aumentar a apuração. Dois artigos por mês com informação de primeira mão rendem mais que oito reunindo o que já estava publicado, e essa comparação é mensurável no tráfego de busca depois de alguns meses.
Como medir
Meça por artigo e por safra: visitas orgânicas ao longo de três a seis meses (conteúdo de busca demora, e ler no primeiro dia induz a conclusão errada), tempo de leitura ou proporção que chega ao fim, e ação no fim (assinatura, download, conversa). Vale acompanhar também a meia-vida do artigo: quanto do tráfego dele acontece depois do primeiro mês. Conteúdo com meia-vida longa é ativo; o que só vive na semana do lançamento é campanha.
Perguntas rápidas
- Qual o tamanho ideal de um artigo?
- O que a pergunta exige. Não existe número mágico: texto longo ranqueia melhor em média porque assunto complexo pede espaço, não porque o tamanho seja o fator. Encher um artigo para chegar a duas mil palavras piora a leitura e não melhora a posição.
- Com que frequência publicar?
- A que você sustenta com apuração. Frequência alta ajuda quando cada peça tem substância; com pauta rasa, ela só acelera a produção de material que ninguém procura.
- Vale usar IA para escrever?
- Como apoio, sim: organizar rascunho, sugerir estrutura, revisar. Como substituto da apuração, não, porque o que falta no texto genérico é justamente a informação que o modelo não tem, que é a sua. O diferencial de conteúdo de empresa é o dado e a experiência que só ela possui.
- Preciso de imagem própria?
- Ajuda, e o que vale mais que foto bonita é imagem que carrega informação: o gráfico do seu dado, o print da tela real, a foto do processo. Banco de imagem genérico não prejudica e não acrescenta.