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Collab

Parcerias

O que é Collab

Collab é a colaboração entre duas marcas, ou entre marca e criador, que gera algo assinado pelas duas: produto, coleção, conteúdo ou edição limitada. O nome curto vem do inglês collaboration e pegou no vocabulário brasileiro.

Na prática

Serve para alcançar o público do outro com credibilidade emprestada, e não só com alcance comprado. Funciona melhor quando as duas marcas têm público diferente e valor parecido, porque aí a troca é de audiência e não de prestígio.

Um caso real

Uma marca de chinelo e uma de cerveja lançaram uma edição limitada com a estampa da segunda. O produto esgotou em dias, e o ganho maior não foi a venda: foi a marca de chinelo aparecer no boteco e a de cerveja aparecer na sandália, dois lugares em que nenhuma das duas conseguiria comprar espaço com anúncio.

O erro mais comum

Fazer collab por oportunidade de agenda, sem intersecção de público nem sentido de marca. Quando a única razão é que os dois times se conhecem, o resultado é uma peça que confunde os dois públicos e não é lembrada por nenhum. A pergunta que filtra é direta: por que essas duas marcas juntas fazem sentido para quem compra?

De onde vem

A prática é antiga na moda, com marcas de luxo assinando coleção com artistas, e explodiu com o streetwear a partir dos anos 2000, quando a edição limitada assinada virou o próprio produto. Depois se espalhou para alimento, bebida e games, e chegou ao Brasil como collab, sem tradução.

Perguntas frequentes sobre Collab

Qual a diferença entre collab e co-branding?
São a mesma família. Co-branding é o termo técnico para qualquer produto ou campanha que leva duas marcas; collab é como o mercado chama a versão criativa e por tempo limitado, normalmente com produto assinado pelas duas.
Como dividir custo e receita?
Não existe padrão, e o que evita briga é combinar antes três coisas: quem produz, quem vende (e fica com a receita) e como cada marca pode usar o material depois. A parte esquecida é sempre a terceira.
Collab funciona para marca pequena?
Funciona, e às vezes melhor, porque duas marcas pequenas com públicos vizinhos somam audiência sem depender de verba. O que não funciona é a pequena buscar a grande esperando alcance de graça: nesse desenho, ela é fornecedora, não parceira.