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Custo de oportunidade

Fundamentos

O que é Custo de oportunidade

Custo de oportunidade é o valor da melhor alternativa que você deixou de escolher. Não aparece em nota fiscal: é o ganho que existiria se o mesmo recurso tivesse sido usado de outro jeito.

Na prática

É o conceito que corrige a avaliação de campanha e de projeto: a pergunta não é se deu resultado, é se deu mais resultado que a alternativa disponível para a mesma verba e o mesmo tempo de equipe.

Um caso real

Uma campanha de mídia rendeu retorno de 2,5 vezes e foi considerada bem-sucedida. No mesmo trimestre, uma ação de recuperação de carrinho abandonado, que ficou na fila por falta de gente, tinha retorno estimado de 8 vezes com custo próximo de zero. A campanha não foi ruim; ela custou a ação melhor que não aconteceu, e esse custo não aparece em relatório nenhum.

O erro mais comum

Avaliar iniciativa isoladamente. Todo relatório mostra o que a ação rendeu e nenhum mostra o que a alternativa renderia, o que faz projeto medíocre parecer bom por não ter comparação. O hábito que corrige é listar, na aprovação, o que deixa de ser feito com aquele recurso.

De onde vem

O conceito é central em economia desde o século XIX e foi formalizado por Friedrich von Wieser em 1914. A frase que resume a ideia, atribuída a Milton Friedman, é que não existe almoço grátis: todo uso de recurso escasso implica renunciar a outro.

Perguntas frequentes sobre Custo de oportunidade

Como calcular custo de oportunidade?
Estimando o retorno da melhor alternativa concreta que você tinha, e não de uma alternativa hipotética ideal. Se a verba de R$ 50 mil poderia ir para mídia com retorno esperado de 3 vezes, esse é o custo de usar o dinheiro em outra coisa.
Vale para tempo de equipe também?
Vale, e é onde ele mais dói em time pequeno: a hora gasta produzindo material que ninguém pediu é hora que não foi para a ação com retorno conhecido. Verba se recompõe no trimestre seguinte, hora de gente não.
Isso não paralisa a decisão?
Paralisa se transformado em busca da melhor alternativa possível. O uso prático é comparar com duas ou três opções reais na mesa, não com o ótimo teórico.