O que é EBITDA
EBITDA é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. É uma medida de resultado operacional: quanto a operação gera de caixa antes das decisões financeiras e contábeis.
Na prática
Marketing raramente calcula EBITDA e frequentemente é cobrado por ele, porque é a métrica pela qual a diretoria e o investidor avaliam a empresa. Entender o que entra nele explica por que verba de mídia é cortada em trimestre ruim: ela é despesa operacional e entra direto na conta.
Como se calcula
Uma empresa com lucro operacional de R$ 800 mil, depreciação de R$ 150 mil e amortização de R$ 50 mil tem EBITDA de R$ 1 milhão. A diferença entre os dois números é contábil, não de caixa: depreciação não sai do bolso no período.
Um caso real
Numa negociação de verba, o time de marketing pedia investimento em campanha de marca com retorno em doze meses. A resposta foi que o EBITDA do trimestre não suportava. A conversa mudou quando a proposta passou a separar o que era despesa do período do que poderia ser tratado como investimento com retorno mensurável, e a decisão deixou de ser sobre confiança e passou a ser sobre prazo.
O erro mais comum
Tratar EBITDA como lucro. Ele exclui juros e impostos, que são custos reais, e exclui depreciação, que representa desgaste de ativo que precisará ser reposto. Empresa com EBITDA positivo e prejuízo líquido é situação comum, especialmente quando há dívida.
De onde vem
A medida se popularizou nos anos 1980 nos Estados Unidos, em operações de compra alavancada, para avaliar a capacidade de a empresa pagar dívida. A crítica também é antiga: Warren Buffett costuma apontar que ignorar depreciação trata investimento em ativo como se ele não custasse nada.