Mídia paga
Orçamento de mídia
O que é
Orçamento de mídia é a verba destinada a comprar espaço publicitário e a disciplina de distribuí-la ao longo do tempo e dos canais. Ele é diferente do orçamento de marketing inteiro, que inclui produção, ferramenta, evento e equipe.
A sequência é previsão, aprovação, alocação, execução e prestação de contas. É a mais administrativa desta lista e a que mais silenciosamente decide o resultado do ano.
Por que a ordem é essa
Quem gasta antes de alocar descobre no fim do mês que a verba do trimestre acabou em outubro. Não é exagero: mídia digital gasta na velocidade que você permitir, e sem alocação declarada por período e por canal, a campanha que está indo bem consome o que era da temporada seguinte. Em varejo, isso significa chegar em novembro sem verba, que é exatamente o mês em que ela vale mais.
A previsão vem antes da aprovação por uma razão política: quem chega para aprovar precisa de um número com justificativa, não de um pedido. E a prestação de contas fecha o ciclo porque é ela que sustenta a previsão do ano seguinte: sem histórico apresentado, cada ciclo de aprovação recomeça do zero, discutindo se marketing deve ter verba em vez de discutir quanto.
Etapa por etapa
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Previsão
Quanto será necessário, ancorado em meta e em custo de aquisição conhecido. A conta mais honesta parte da meta de venda e volta até a verba.
Se sair do lugar: Previsão por percentual do faturamento sem olhar custo de aquisição chuta alto ou baixo por igual.
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Aprovação
O aval formal, com o que está incluído e o que exige aprovação extra. Inclui combinar como pedir mais quando algo funciona.
Se sair do lugar: Sem regra de exceção, campanha boa precisa de reunião de diretoria para escalar e perde a janela.
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Alocação
A divisão por período, canal e objetivo, com teto por linha. Reserva para oportunidade também é alocação.
Se sair do lugar: Verba sem teto por linha é consumida pelo canal que gasta mais rápido, não pelo que rende mais.
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Execução
O gasto acontecendo, com acompanhamento em ritmo semanal e realocação entre linhas quando o dado justifica.
Se sair do lugar: Acompanhar só no fim do mês descobre desperdício quando ele já aconteceu inteiro.
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Prestação
O que foi gasto, o que voltou e o que se aprendeu, no mesmo formato todo período.
Se sair do lugar: Sem prestação, a próxima aprovação discute confiança em vez de discutir número.
O dinheiro que evapora em dezembro
Existe um padrão em empresa com orçamento anual: sobra verba no fim do ano e ela precisa ser gasta para não ser cortada no ano seguinte. O resultado é dezembro comprando mídia sem plano, no mês mais caro do leilão, para consumir saldo.
A defesa é combinar antes o que fazer com sobra, e isso é decisão de gestão, não de mídia: pode ser antecipar produção do próximo trimestre, testar canal novo em escala pequena ou devolver com relatório. Qualquer uma é melhor que comprar impressão barata em dezembro para fechar planilha.
O controle do gasto
Três leituras semanais bastam: ritmo de gasto contra o previsto para o período (o desvio acumulado é mais informativo que o do dia), custo por resultado por canal, e saldo por linha até o fim do ciclo. Um quarto número vale por trimestre: quanto da verba foi para canal já validado e quanto para teste. Zero em teste é o caminho seguro para depender para sempre dos mesmos dois canais e do preço que eles cobrarem.
Perguntas rápidas
- Quanto do faturamento investir em mídia?
- O percentual varia muito por setor e por estágio, e usar média de mercado como meta ignora a informação que você tem: seu custo de aquisição e seu valor de cliente. A conta que funciona é partir da meta de venda, dividir pela taxa de conversão e multiplicar pelo custo de aquisição.
- Como dividir entre canais?
- Comece pelo que já tem resultado medido e reserve uma parcela pequena e fixa para teste. Divisão igual entre canais é confortável e ignora que os canais têm custo de aquisição diferente. Realocar mensalmente com base em custo por resultado é o mecanismo, não uma tabela definida em janeiro.
- Vale concentrar em campanha grande ou distribuir no ano?
- Depende da sazonalidade do negócio. Em varejo com data forte, concentrar faz sentido e exige guardar verba antes. Em serviço com demanda estável, distribuição constante costuma render mais, porque o leilão fica mais barato fora dos picos.
- Devo separar verba de marca e de performance?
- Vale, e por um motivo prático: campanha de marca não compete de igual para igual com campanha de venda direta no relatório de curto prazo, e quando as duas dividem a mesma linha, a de marca é sempre a primeira a ser cortada.