Conversão
Otimização de conversão
O que é
Otimização de conversão é o trabalho de aumentar a proporção de visitantes que fazem a ação desejada, mexendo na experiência em vez de comprar mais tráfego. É conhecida pela sigla CRO, e a diferença em relação a "melhorar o site" é o método: cada mudança nasce de um dado e é validada antes de virar definitiva.
A sequência é dado, hipótese, teste, análise e implementação. É um ciclo, não um projeto com fim.
Por que a ordem é essa
Mudar direto do dado para a implementação é opinião com número de apoio. O dado diz que oitenta por cento abandonam o carrinho; a conclusão de reunião é que o problema é o frete; a mudança é feita, a conversão sobe dois por cento no mês seguinte, e ninguém sabe se foi a mudança, a estação ou a campanha nova. O aprendizado foi zero, e a próxima decisão volta a ser palpite.
A hipótese existe para transformar o dado em afirmação testável: "se mostrarmos o frete estimado na página de produto, o abandono de carrinho cai, porque a surpresa de frete é o motivo declarado em X por cento dos casos". Escrita assim, ela pode ser refutada, e é isso que faz o ciclo aprender.
E a análise antes da implementação impede o erro mais comum de quem testa: encerrar o teste no dia em que ele aparece favorável. Resultado que oscila é resultado que ainda não existe.
Etapa por etapa
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Dado
Onde as pessoas saem, por qual dispositivo, com que velocidade e o que dizem no atendimento. Quantitativo aponta onde, qualitativo explica por quê.
Se sair do lugar: Otimizar por opinião de reunião mexe onde é mais fácil, não onde perde mais gente.
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Hipótese
Uma frase testável: o que muda, o efeito esperado e a razão. Uma variável por teste.
Se sair do lugar: Testar cinco mudanças juntas ganha ou perde sem dizer qual delas causou o quê.
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Teste
Comparar versões com o mesmo público ao mesmo tempo, com tamanho de amostra e duração definidos antes de começar.
Se sair do lugar: Comparar este mês com o mês passado não é teste: é comparação entre dois contextos diferentes.
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Análise
Ler o resultado no prazo combinado, olhando também o efeito no que vem depois (ticket, cancelamento, devolução).
Se sair do lugar: Encerrar quando o número está favorável é a forma mais fácil de gerar melhora que não se repete.
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Implementação
Aplicar o que venceu, documentar o aprendizado e voltar ao começo. O aprendizado vale para além daquela página.
Se sair do lugar: Sem registro, a mesma hipótese é testada de novo dois anos depois pela equipe seguinte.
O teste que parou no dia bom
Existe um erro estatístico que parece diligência: olhar o resultado todos os dias e encerrar quando a diferença aparece. Como o número oscila muito no começo, quem observa continuamente sempre encontra um momento em que a variante está ganhando, e encerrar ali produz resultado que não se sustenta.
A defesa é decidir antes: quanto tempo o teste vai rodar e quantas conversões são necessárias para concluir, e não olhar para decidir no meio. Vale também o inverso: teste sem efeito é resultado útil, porque impede que a empresa gaste esforço numa mudança que não muda nada.
Como medir
A métrica principal é a taxa de conversão, e ela precisa de duas companhias para não enganar: o valor médio do pedido (mudança que aumenta conversão e derruba ticket pode piorar a receita) e um indicador de qualidade posterior, como devolução, cancelamento ou taxa de contato com suporte. Otimizar a conversão isolada é o caminho conhecido para trazer mais gente errada mais rápido.
Perguntas rápidas
- Preciso de muito tráfego para fazer CRO?
- Para teste A/B com conclusão estatística, sim: sem volume, o teste não termina. Com tráfego baixo, o caminho é outro e continua sendo CRO: teste de usabilidade, correção de erro óbvio, velocidade, clareza de oferta. São ganhos que não exigem validação estatística porque corrigem defeito, não preferência.
- Quanto tempo rodar um teste?
- No mínimo um ciclo semanal completo, para não confundir efeito de dia da semana com efeito da mudança, e até atingir o número de conversões definido antes. Duas semanas é uma referência comum para operação de volume médio.
- Qual a diferença entre CRO e teste A/B?
- O teste A/B é uma das etapas do CRO, a de validação. CRO é o processo inteiro, que começa em dado e termina em implementação e aprendizado registrado. Quem só faz teste A/B testa palpites; quem faz CRO testa hipóteses.
- Onde começar?
- Pelas páginas com mais tráfego e mais queda, o que costuma significar a página de produto e o checkout no comércio eletrônico, e a página de destino das campanhas em serviço. Começar pelo que tem pouco tráfego é otimizar onde o ganho não aparece.