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Mascote

Marca

O que é Mascote

Mascote é o personagem que representa uma marca: pessoa, animal, objeto animado ou criatura inventada. Ele dá rosto e comportamento ao que, sozinho, seria só um nome e um logotipo.

Na prática

Serve para três coisas: ser reconhecido rápido, poder falar coisas que a marca institucional não diria, e atravessar mudança de campanha sem perder identidade. É especialmente eficiente em categoria de baixo envolvimento, em que a decisão é feita em segundos na gôndola.

Um caso real

O Bibendum, o boneco branco feito de pneus, foi criado pela Michelin em 1898 a partir de uma pilha de pneus que parecia um corpo. Ele existe até hoje e é reconhecido no mundo inteiro, o que significa que a marca vem construindo o mesmo ativo por mais de um século, enquanto concorrentes trocaram de campanha dezenas de vezes.

O erro mais comum

Criar mascote sem definir personalidade e limite. Personagem sem regra de comportamento é usado de um jeito em cada peça, e aí ele deixa de ser reconhecível como pessoa e volta a ser desenho. E mascote que só aparece em campanha infantil precisa respeitar a regulação de publicidade dirigida a criança, que é restritiva no Brasil.

De onde vem

A palavra vem do provençal mascoto, amuleto, e chegou à publicidade no fim do século XIX, junto com a litografia colorida, que permitiu imprimir personagem em cartaz e embalagem. No Brasil, o formato se consolidou com o rádio e a TV, em que o personagem podia falar e ter voz própria.

Perguntas frequentes sobre Mascote

Mascote ainda funciona?
Funciona, e teve nova onda com redes sociais, onde a marca precisa de uma voz que possa brincar sem comprometer o institucional. O personagem resolve isso: ele fala, erra e responde de um jeito que a marca não poderia.
Qual a diferença entre mascote e porta-voz?
Mascote é personagem próprio, controlado pela marca e permanente. Porta-voz é pessoa real contratada, que tem carreira e imagem próprias, e o que acontecer com ela atinge a marca.
Preciso registrar o mascote?
Vale registrar como marca figurativa, e é o que protege o personagem de uso por terceiro. Sem registro, o investimento de anos em reconhecimento fica sem cerca jurídica.